Sussurros nas páginas
- Tiago Alves
- há 1 dia
- 2 min de leitura
Uma jornada de contar história em registros de um diário.

Confesso logo de cara: eu NUNCA tinha ouvido falar nessa modalidade de RPG. Por isso, deixo esta incrível descoberta compartilhada com vocês, mérito total do nosso apoiador, César Eduardo. Mas, mesmo sem conhecer o termo técnico, percebi que muitas vezes já fiz algo parecido ou aderi a práticas do Journaling RPG sem nem saber. Quem sabe o mesmo não aconteceu com você?
Mas vamos ao que interessa: vou falar aqui como um leigo que navegou pela imensidão da internet (entre a Wikipédia e prompts de I.A.) para trazer essa novidade. Contudo, faço questão de trazer minha perspectiva real sobre o que pesquisei e sobre o que o próprio César me apresentou para aprender e compartilhar por aqui.
O Journaling RPG é um estilo de jogo onde você, assim como no RPG Solo, assume o papel de mestre e jogador ao mesmo tempo. A grande diferença é que o objetivo aqui não é acumular XP, ficar apelão ou sair matando monstros a torto e a direito. O verdadeiro foco é a construção de um diário, uma narrativa completamente autoral dentro do tema proposto pela aventura. Como jogador, você vai registrando eventos inesperados e respondendo a eles por meio de parágrafos, diários de bordo, cartas, relatórios oficiais ou até mesmo desenhos.
Em suma, a mecânica da maioria desses jogos se resume a um tema, um cenário inicial e um ciclo simples de resolução e registro:
1. Aleatoriedade (O Gatilho):
Cada jogo usa um sistema diferente, mas a ideia geral envolve rolar um dado, comprar uma carta de baralho ou puxar um token. O resultado aponta para uma instrução ou pergunta no próprio manual.
Exemplo: "Você encontra os restos de um acampamento. O que deixaram para trás que te causa arrepios?”
2. Resolução de Conflitos e Gestão de Recursos:
Antes de escrever sua resposta, o jogo pode exigir um teste mecânico ou cobrar um custo. Seus pontos de sanidade caíram? Os suprimentos acabaram? Você precisa remover uma peça de uma torre de blocos sem deixar tudo ruir?
3. Interpretação e Registro (O Ato de Escrever):
Você sintetiza o gatilho narrativo e as consequências mecânicas em uma entrada de diário em primeira pessoa, dando tom, voz e profundidade emocional ao personagem.
O que mais me deixou intrigado é como o ato de registrar aventuras, algo que muitos de nós já costumam fazer no final de uma sessão tradicional (eu pelo menos), se parece demais com um Journaling RPG. Eu sei que hoje em dia temos I.A.s que, com um simples prompt, pegam tudo o que você jogou, anotou em tópicos e transformam em conto, história ou versos...
Mas o exercício da escrita manual e autoral é justamente o que há de mais valioso nessa categoria.

Para finalizar, o César até me indicou um dos títulos mais famosos do gênero: Thousand Year Old Vampire. A premissa?
Acompanhar a saga de um vampiro ao longo dos séculos, testemunhando a perda gradual da sua humanidade através das memórias que ele é forçado a apagar do diário (Achei MUITO bom!).
Gostei demais da ideia que o César trouxe e queria saber de vocês: já tinham ouvido falar desse estilo de RPG? E mais: qual sistema ou cenário famoso vocês gostariam de ver adaptado para um Journaling RPG?






Comentários